
(Hebreus 3. 7-19; 4. 1-9)
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Os textos propostos para nossa reflexão nesta terça-feira falam acerca da história acidentada do povo de Israel, mais especificamente do evento da posse da Terra Prometida. O escritor da carta aos Hebreus utiliza-se de comparações entre personagens e eventos da antiga e da nova Aliança para provar que o Cristo e Sua obra são superiores a tudo e a todos que haviam se manifestado anteriormente. A narrativa na qual estamos inseridos contém alguns termos técnicos próprios de quem está ajustando palavras comuns em um contexto que se pretende explicar, e que são importantes para nossa reflexão. Peço atenção a eles.
Em nossos textos a Terra Prometida é simbolizada pela expressão “repouso”, aonde Israel iria descansar das opressões e da peregrinação no deserto. O versículo 11 do capítulo 3 (Assim, jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso) fala da ira de Deus, que no contexto analisado não expressa propriamente um sentimento, mas diz respeito da ira de Deus, que se aplicaria a todos que se desviaram e agiram com desobediência. Este ato de desobediência é representado nos textos pela expressão “endurecer os corações”.
Contudo, o referido repouso era uma promessa de Deus, e os israelitas, após muita peregrinação chegaram em Canaã, e, o repouso, aparentemente se cumpriu.
A partir do capítulo 4, o escritor segue uma linha de entendimento acerca do tal repouso que esclarece algumas coisas, tais como:
- o escritor firma que as palavras de Deus para nada lhes aproveitou, pois, não tinham fé. Para entrar no repouso é necessário crer, é preciso mais que um convencimento intelectual acerca de Deus, mas permitir que a convicção de Sua existência e obra domine toda a vida.
- Israel não entrou no repouso idealizado por Deus, pois, o “repouso” seria mais que uma questão geográfica. Isto fica explícito quando o texto fala do “Hoje” (dia que se chama Hoje). Este Hoje também é uma expressão simbólica, e que significa ‘oportunidade espiritual’. O escritor fala dos “Hojes” de Moisés, de Josué e Davi. Em Moisés o povo de Israel teve a oportunidade (Hoje) de obedecer e confiar no Deus que os conduziria a promessa. Em Josué o povo teve a oportunidade (Hoje) de conserto e santificação para tornar-se digno da terra que Deus os estava concedendo. Em Davi os israelitas tiveram a oportunidade (Hoje) de santificação, união e conservação da harmonia diante da vitória diante de todos os seus inimigos. Entretanto, o povo de Deus não soube aproveitar as oportunidades de repouso que tiveram da parte de Deus, pois, endureceram seus corações.
Estou convencido que Canaã não foi o repouso idealizado por Deus em virtude da desobediência de Israel, gerando conflitos internos, separações, exílio, etc.
Voltando para a motivação principal da carta aos Hebreus, que é a de mostrar a superioridade de Cristo e Sua obra, entendo que o repouso oferecido por Deus atingiu seu ápice em Jesus, pois, quando o profeta Jeremias afirmou que dias viriam
A palavra que o escritor, na versão original, usa para expressar ‘repouso’ é ‘Sabatsmo’, que significa descanso de Deus, descanso de boas obras, descanso perfeito, descanso eterno.
Finalizo esta reflexão afirmando que Deus tem um novo Hoje (oportunidade) para Seu povo e especialmente pra você que lê este blog agora, e, independentemente da situação que temos que enfrentar, se obedecermos e tivermos fé, e este acreditar dominar toda as atitudes da nossa vida, não vamos mais desperdiçar a ação divina, e finalmente poderemos repousar em Deus.
Não pare, pois, resta ainda um repouso para o Povo de Deus! (Hb 4. 9)
Pr. Bruno Roberto
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